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Quebra de Estado e Quebra de Padrão

QUEBRA DE ESTADO E QUEBRA DE PADRÃO

 

Em Programação Neurolingüística e em algumas terapias utiliza-se muito os termos quebra de estado e quebra de padrão.

Tentarei, de forma sucinta, falar sobre eles.

 

 

QUEBRA DE ESTADO E QUEBRA DE PADRÃO

Por Valdecy Carneiro

Em Programação Neurolingüística e em algumas terapias utiliza-se muito os termos quebra de estado e quebra de padrão.

Tentarei, de forma sucinta, falar sobre eles.

A quebra de estado é um procedimento que se recomenda sempre que um estado determinado é eliciado (trazido à tona). Explico-me: Imagine que você está com o seu cliente e pede que o mesmo procure sentir-se da mesma maneira quando a sua namorada o deixou – quais sensações estavam presentes, o que ele ouviu, o que ele viu naquele momento, qual é a imagem que lhe vem à mente. Você acabou de eliciar o estado ou seja trouxe à tona o que queria para fazer a calibragem ou calibração (ato de verificar através da acuidade sensorial que mudanças ocorreram em seu cliente, como coloração da pele, respiração, tônus muscular, expressão facial, mudança postural, entonação etc.).  Quebre o estado, ou seja, mude de assunto bruscamente ou conte uma piada ou , caso o mesmo esteja em pé, peça que se desloque e agite mãos e braços como se estivesse lançando algo para fora de si. Repare se as mudanças que estavam em sua fisiologia se alteraram. Se sim, o estado foi quebrado. Simples, não é?

A quebra de padrão é algo mais sutil. Um comportamento ou hábito estabelece-se quando um padrão ou estratégia é solidificado ou estatuído na estrutura subjetiva do indivíduo. Geralmente adotamos padrões de comportamentos ou estratégias que nos deixam robotizados. Mesmo quando nos consideramos “normais”.  Quando possuímos um número reduzido ou limitado de estratégias ou padrões para responder a determinadas situações que ocorrem a sociedade costuma brindar-nos com alguns rótulos patologizantes: esquizofrenia, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do déficit de atenção (com ou sem hiperatividade) etc. Repare bem no que acontece com um indivíduo diagnosticado como portador de TOC: ritualização excessiva, precisa fazer sempre o mesmo caminho, se pisar em uma linha do piso deverá pisar em todas as linhas do piso, lavar as mãos sempre que tocar em algo etc. Notem que há uma resposta standardizada, ou seja, parece haver uma única resposta pronta e validada para tais situações. Há um padrão estabelecido e consolidado. A função do terapeuta em tal situação é descobrir os padrões existentes e apresentar alternativas a eles. Partindo do pressuposto que as pessoas fazem sempre as melhores escolhas disponíveis no momento, se o seu cliente fez a tal escolha compulsiva é porque uma outra resposta considerada melhor não se apresentava como disponível ou como válida em seu sistema no momento de ocorrência da situação, certo?

Sei que é polêmico o que estou dizendo aqui neste artigo, mas mudanças comportamentais, para mim, estão basicamente atreladas à quebra de padrões existentes, que pode ser feita através da mudança de crenças e até de valores implicados e da apresentação e instalação de novos modelos de comportamentos.  Como fazê-lo? Um bom programador neurolingüista ou um bom terapeuta saberá como fazê-lo.

Espero que as coisas escritas aqui façam sentido para você, ou sejam claras o suficiente ou encontrem ressonância com seus pensamentos…

por Valdecy Carneiro – Presidente da SIAH.

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